Juros baixos, inflação sob controle e retomada da credibilidade na economia animam as movimentações no mercado imobiliário. Com a taxa Selic em torno de 4,5% ao ano, com previsão de recuo em fevereiro, bancos entram na disputa e apelam para uma oferta de crédito imobiliário competitiva, indica o sócio-diretor da EXHO e especialista em mercado imobiliário, Pedro Paulo Ferreira Barbosa.


O especialista destaca que os cinco maiores bancos brasileiros, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander disponibilizam diferentes linhas. “Na disputa para a atração de clientes, apresentam estímulos adicionais além da redução de juros, como a ampliação do valor do limite de crédito imobiliário”, afirma.


A Caixa Econômica Federal, por exemplo, oferece dois tipos de contratos para imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que não inclui Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O primeiro, com taxas a partir de 6,75% mais Taxa Referencial (TR). O segundo, mais novo, tem juros de 2,95% a 4,95%, mais a variação da inflação do período de vigência. Além disso, tem a nova linha de crédito imobiliário com taxa pré-fixada lançada ontem (20).


O apelo na oferta mais atraente foi estratégia usada também pelo Santander, que no início de janeiro passou a financiar até 90% do valor de imóvel em compra com financiamento contratado na modalidade Sistema de Amortização Constante (SAC) de parcelas atualizáveis. Nele, o valor da prestação é maior nas parcelas iniciais e vai diminuindo ao longo do tempo.


O financiamento de até 90% do valor do imóvel vale para a compra de unidades residenciais a partir de R$ 90 mil, com recursos da caderneta de poupança. As taxas de juro variam e podem chegar à mínima de 7,99% ao ano mais TR. O mutuário poderá quitar o crédito imobiliário em até 35 anos ou 420 meses.


FONTE: CBIC (Com informações de Comunicare)

 

Publicado em: 21/02/2020
Concorrência entre bancos facilita a compra da casa própria